Para o primeiro mês do ano, na categoria de fundos imobiliários, bancos e corretoras recomendam fundos de títulos e valores mobiliários, galpões, shoppings, lajes corporativas e fundos de fundos.
Os analistas destacam a apreensão dos investidores acerca da agenda econômica do novo governo e as indefinições sobre o orçamento para os próximos anos como fatores para a cautela do mercado.
O ativo mais indicado de dezembro, KNCR11, perdeu posição para o HGCR11, que lidera a lista de janeiro com cinco indicações. No entanto, Kinea Rendimentos Imobiliários segue atrás com quatro recomendações, além de ter a preferência de três corretoras no quesito do peso para a composição da carteira.
Para a composição, foram listadas as indicações de alguns dos principais bancos e corretoras de investimentos do Brasil. São eles: Inter, XP, BTG Pactual, Banco do Brasil, Rico, Órama, Warren, Terra e Ativa.
Destaques
CSHG Recebíveis Imobiliários
Ação: HGCR11
Comentário: Banco do Brasil
O HGCR11 apresentou, em novembro, um resultado total de cerca de R$ 18,4 milhões (R$ 1,20/cota), e ao final do mês detinha cerca de R$ 8 milhões (R$ 0,52/cota) de resultados acumulados e ainda não distribuídos. Além do resultado acumulado em semestres anteriores, o fundo detém, também, um volume aproximado de R$ 9 milhões (R$ 0,58/cota) em inflação arcuada nos CRIs indexados ao IPCA, principalmente, que ainda não viraram resultado de caixa, o que deverá acontecer gradualmente ao longo dos próximos meses.
Diante do resultado do mês, e com base na projeção de resultados para o semestre, o fundo vem mantendo o patamar de distribuição ao redor de R$ 1,20/cota. Ainda que haja uma queda da inflação ao longo dos próximos meses, a concentração da carteira em papéis atrelados ao CDI, assim como a reserva de caixa do fundo, devem sustentar um patamar de distribuição bem próximo do atual, que é bem interessante se levarmos em conta o baixo risco da carteira de CRIs do fundo.
Kinea Rendimentos Imobiliários
Ação: KNCR11
Comentário: Rico
A carteira indexada ao CDI tem yield médio de 2,52%, com prazo médio de 5,9 anos, enquanto a pequena parte da carteira indexada ao IPCA tem yield médio de 4% e prazo médio de 9,3 anos. O fundo é, portanto, majoritariamente alocado em títulos pós-fixados, e tende a se beneficiar com o momento atual de taxas de juros no final do ciclo de alta e inflação em tendência de queda.
O fundo também informa possuir atualmente 7,4% de seu PL em operações compromissadas reversas lastreadas nos CRIs de seu portfólio, usadas para trazer flexibilidade ao fundo para novas alocações.
Acreditamos que o fundo está posicionado com um portfólio que deve lhe trazer níveis favoráveis de rendimentos durante o atual período de altas taxas de juros, com patamar relativamente menor de risco de crédito e risco de mercado quando comparado aos seus pares.

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