Banco digital lança 3 fundos de investimentos em parceria com a Órama; aplicação mínima é de R$ 1

Banco digital lança 3 fundos de investimentos em parceria com a Órama; aplicação mínima é de R$ 1

Outras quedas significativas foram de fundos que possuem CRIs da Gramado Parks, que está em recuperação judicial, como HCTR11 e DEVA11

Disputas judiciais envolvendo direta e indiretamente fundos imobiliários impediram uma alta maior do Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – Ifix na sessão dessa quinta-feira (20). O indicador fechou em alta de 0,18%, aos 2.813 pontos.

As cotas do BTG Pactual Terras Agrícolas (BTRA11) lideraram as perdas entre os papéis que fazem parte do índice, com queda de 6%.

Na parte da manhã, a administração do fundo informou uma dívida de R$ 1,8 milhão referente a uma fazenda em Campo Verde (MT), área essa que faz parte dos ativos do BTRA11.

Segundo o administrador, o fundo entrou com uma ação de execução de título extrajudicial para cobrança do valor devido pelo produtor rural José Roberto Patrício e, em decisão cautelar, conseguiu o arresto (apreensão) da lavoura e equipamentos que são de propriedade do produtor.

Também foi feita a penhora on-line dos recursos financeiros e permissão para inscrição nos cadastros de devedores em órgãos de proteção ao crédito.

Além da dívida, o BTRA11 também informou que a fazenda é ocupada de forma indevida por um terceiro, a empresa Felícia Administração e Participações.

O fundo vai pedir a rescisão de contrato que garante aos produtores o direito de uso das terras, que terão sua posse reintegrada ao fundo.

Outras quedas significativas foram registradas pelos fundos de papel que possuem CRIs da Gramado Parks, que está em recuperação judicial. O Hectare HCTR11 e o Devant DEVA11 tiveram quedas de, respectivamente, 2,56% e 2,22%.

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Gramado Parks, que alega dívidas de R$ 1,36 bilhão.

O juiz Silvio Viezzer, da Vara Regional Empresarial da Comarca de Caxias do Sul, aceitou o pedido de três das quatro empresas do grupo, e determinou que a securitizadora Fortesec, responsável pela emissão dos CRIs, faça a devolução dos recebíveis.

Os ativos do grupo Gramado estão atualmente nos fundos Star, Serra Verde e Funpark. As cotas desses fundos pertencem à família Caliari, mas a gestão é da R Capital, que é do grupo RTSC, assim como a securitizadora Fortesec e as gestoras Devant, Hectare e RC Capital, que estão entre as que investiram nos CRIs da Gramado. Essa triagulação também é alvo de questionamentos na Justiça.

Sobre a decisão judicial, a Fortesec afirmou, em nota, que a classifica como “bastante frágil juridicamente”, pois contrariaria a jurisprudência consolidada e violaria garantias legalmente constituídas, que representam a segurança jurídica do mercado de capitais.

“Os CRIs estão estruturados com base em recursos que foram antecipados às empresas, que, por sua vez, já os utilizaram em suas operações. Agora eles precisam ser devolvidos aos investidores”, argumenta. “Se a decisão for mantida, ao contrário de salvar as empresas em recuperação, os efeitos dela causarão insegurança jurídica em todo o mercado e impedirão que novas operações sejam realizadas (inclusive pelas recuperandas), pois os investidores não confiarão nas garantias oferecidas”.

Maiores altas desta quinta-feira (20):

TickerNomeSetorVariação (%)
CPFF11Capitânia ReitHíbrido2,47
SNFF11Suno FoFFoF2,30
NSLU11Hospital Nossa Senhora de LourdesHospital2,21
BCFF11BTG Pactual Fundo de FundosFof2,08
ARCT11Riza Arctium Real EstateHíbrido1,80

Maiores baixas desta quinta-feira (20):

TickerNomeSetorVariação (%)
BTRA11BTG Pactual Terras AgrícolasAgro-6,00
HCTR11HectareTítulos e Val. Mob.-2,56
DEVA11DevantTítulos e Val. Mob.-2,22
RZAK11Riza AkinTítulos e Val. Mob.-1,16
LVBI11VBI LogísticoLogística-1,05
Fonte: B3

[ativo=ZAVI11] e TRXF11 fazem nova oferta de cotas;  ONEF11 rejeita proposta de aquisição de ativo

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

[ativo=ZAVI11] e TRXF11 querem captar para fazer aquisições

Dois fundos imobiliários (FIIs) anunciaram o início de ofertas públicas de cotas. Em comum, o objetivo de comprar novos ativos para o patrimônio das carteiras.

O fundo híbrido Zavit Real Estate ([ativo=ZAVI11]) quer levantar até R$ 50 milhões em uma nova oferta que tem como objetivo a aquisição de ativos, segundo fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (19). A operação é destinada a investidores qualificados.

O preço de cada cota foi fixado em R$ 125 e do direito de preferência dos atuais cotistas deve ser exercido entre os dias 19 e 31 de maio. Será considerada a base de cotistas do dia 16 de maio.

Se houver sobras, a reserva para os demais investidores irá ocorrer entre os dias 5 e 12 de junho. O encerramento da oferta está previsto para 19 de junho.

A oferta terá como coordenador líder a Vórtx, que é atualmente administradora do fundo.

Já o TRX Real Estate (TRXF11) espera levantar até R$ 65 milhões em uma nova oferta de cotas destinada a investidores profissionais, segundo fato relevante divulgado pela administradora da carteira, a BRL Trust. O valor da cota será de R$ 101,78.

Os recursos vão servir para o pagamento das parcelas e despesas relacionadas ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários que estão na carteira do TRXF11. Caso ocorra a emissão do lote adicional da oferta, os recursos serão destinados a aquisição de ativos imobiliários.

O período de preferência irá ocorrer entre 28 de abril e 11 de maio. Para ter esse direito, será considerada a base de cotistas do dia 25 de abril.

ONEF11 recebe proposta para compra de quatro andares

O fundo imobiliário The One (ONEF11) recebeu uma proposta de aquisição para os andares 1º, 2º, 7º e 10º do Edifício The One, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo (SP). O valor ofertado para pagamento à vista equivale a R$ 26 mil o metro quadrado, o que é considerado 13% abaixo do valor patrimonial do imóvel, tendo como base avaliação feita em dezembro de 2022.

“Cabe ressaltar que o preço oferecido é significativamente inferior às últimas transações ocorridas no mercado imobiliário com ativos comparáveis. As transações imobiliárias realizadas nos últimos 18 meses de ativos corporativos de alta qualidade como o The One, com classificação AA ou AAA, em um raio de até 1 quilômetro do Imóvel, tiveram preço médio de R$ 37,5 mil o metro quadrado”, justifica o fato relevante da Rio Bravo, administradora do fundo.

O entendimento é que há potencial de valorização do metro quadrado do imóvel para que chegue próximo aos valores praticados na região.

Pelo valor ter ficado abaixo da avaliação patrimonial, não será convocada assembleia de cotistas do fundo. No entanto, os cotistas de detenham ao menos 5% da cota podem convocar uma assembleia geral para avaliar a proposta.

XPLG11 aluga espaço em galpão e reduz vacância

O XP Log (XPLG11) fechou contrato de locação de uma parte (módulo A3) do galpão logístico Syslog Galeão, localizado em Duque de Caxias (RJ). A área bruta locável total de 10.025,63 m² e o prazo do contrato é de 60 meses, a começar em 1º de maio.

Com essa locação, o Syslog Galeão alcançará uma ocupação física total de aproximadamente 79%. Quando o imóvel foi adquirido, em agosto de 2020, a ocupação era de 26%.

Já a vacância nos imóveis do fundo passará de 5,4% para 4,4%, a menor desde junho de 2020.

BLMG11 encara rescisão de contrato de aluguel

O fundo Bluemancaw Logística (BLMG11) recebeu a comunicação de que um dos locatários dos ativos do fundo pediu a rescisão do contrato. No caso, a Baker Hughes Energy Technology informou que quer rescindir o contrato de aluguel do galpão logístico localizado em Jandira (acesso ao km 31 da rodovia Castelo Branco).

Pelos termos do contrato, o aviso prévio é de 36 meses e, nesse período, os aluguéis serão pagos normalmente. A Baker alugava o espaço desde maio de 2006.

Confira os FIIs que distribuem dividendos nesta quinta-feira (20):

TickerRendimentoRetorno
CPTS11R$ 0,710,93%
MCCI11R$ 0,951,08%
MCHF11R$ 0,101,17%
VGIP11R$ 1,101,38%
VGIR11R$ 0,121,27%
Fonte: StatusInvest

Giro Imobiliário: Gramado Parks entra em recuperação judicial; governo  lança pacote de medidas pró-crédito

Recuperação judicial da Gramado Parks

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Gramado Parks. A empresa é emissora de uma série de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) que estão na carteira de diversos fundos de investimento imobiliário (FIIs). A empresa alega que tem dívidas que somam R$ 1,36 bilhão.

O juiz Silvio Viezzer, da Vara Regional Empresarial da Comarca de Caxias do Sul, aceitou o pedido de três das quatro empresas do grupo, e ainda determinou que a securitizadora Fortesec, responsável pela emissão dos CRIs, faça a devolução dos recebíveis em até 48 horas, sob pena de multa de R$ 100 mil.

No entanto, a Gramado terá que mostrar qual será a destinação dos recursos oriundos da liberação dos recebíveis (fluxo de caixa, pagamento de folha, estruturação para viabilizar o processo de recuperação judicial e outros0. A fiscalização será feita pelo administrador da recuperação judicial (RDV Administração de Falências e Recuperações Judiciais).O Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), Hectare CE (HCTR11), Versalhes Recebíveis Imobiliários (VSLH11) e Serra Verde (SRVD11) estão entre os FIIs com exposição aos CRIs da Gramado Parks.

Incentivo ao crédito

O governo federal lançou um pacote de medidas para tentar estimular o crédito e destravar as parcerias público-privadas. São medidas relacionadas a projetos de lei já em tramitação no Congresso Nacional ou infralegais, que são aquelas que não precisam de aval do parlamento.

As ações têm como objetivo facilitar o acesso e reduzir as taxas de juros no mercado de crédito nacional e estão divididas em três eixos: mercado de crédito bancário, mercado de capitais e mercado de seguros.

Entre as medidas há um decreto para permitir a emissão de debêntures com isenção do Imposto de Renda para projetos nos setores de educação, saúde e habitação social, entre outros. Há ainda o apoio a um projeto de lei que quer uniformizar a execução de garantias sobre bens móveis e imóveis. A ideia é aprimorar a alienação fiduciária e hipotecária dentro de um novo marco de garantias.

Revisão do FGTS

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve abordar nesta quinta-feira (20) a revisão da política de correção monetária do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e que pode afetar as construtoras voltadas para o público de menor renda, como Tenda (TEND3), Cury (CURY3), Plano & Plano (PLPL3), MRV (MRVE3) e a Direcional (DIRR3).

Os ministros podem determinar que os valores nas contas do FGTS deveriam ter sido corrigidos sempre para um índice de inflação (IPCA-E ou INPC, ainda incerto), não pela Taxa Referencial (TR) — como ocorre desde o início dos anos 1990. A ação foi proposta pelo partido Solidariedade e tramita no Supremo desde 2014.

De acordo com analistas, se houver alterações na referência para a correção, o impacto pode ser negativo para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), potencialmente causando mudanças significativas devido à menor diferença entre a correção monetária do fundo e as taxas de juros imobiliárias (principal aplicação dos recursos do FGTS).

Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/zavi11-e-trxf11-vao-emitir-novas-cotas-para-bancar-aquisicoes-ifix-sobe-012/

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