Desde o início de 2021, surgiram os FII’s de uma nova classe que têm se destacado com um desempenho excepcional, superando a média do mercado.
Os fundos imobiliários multiestratégia estão a cada dia se consolidando como um novo segmento do mercado de FIIs. Com portfólio que vai além do imóvel, estas carteiras têm apresentado desempenho acima da média – chegando, em alguns casos, a um retorno de 30% em 2023.
Essa classe de FII – também conhecida como hedge fund – investe em diferentes tipos de ativos, como certificados de recebíveis imobiliários (CRI), cotas de outros fundos, FIDCs, debêntures, permutas financeiras, participações em sociedades e até ações ligadas ao mercado imobiliário.
Atualmente, 12 fundos listados na B3 se enquadram no perfil multiestratégia e, na média, apresentam desempenho levemente superior ao do Ifix – índice dos FIIs mais negociados na Bolsa – em 2023: 9,79% contra 8,67%.
Individualmente, o retorno pode ser bem maior, chegando a 32%, como é o caso do Canuma Capital Multiestratégia ([ativo=CCME11]) – que não faz parte da carteira teórica do Ifix. Confira o desempenho dos demais FIIs multiestratégia:

O levantamento toma como base dados da plataforma Economatica e considera a valorização da cota ao longo do ano mais os dividendos distribuídos pelas carteiras no período.
Riscos e vantagens dos FIIs multiestratégia
Criado em fevereiro de 2021, o Valora Hedge Fund (VGHF11) é apontado como o primeiro fundo imobiliário multiestratégia do mercado e hoje conta com quase 250 mil cotistas.
Entre as vantagens do modelo, afirma Vedrossi, gestor da carteira, está exatamente a possibilidade de aproveitar as oportunidades que se apresentam em vários mercados.
“Você tem uma gama bastante variada de produtos e a ideia é permitir que o time de gestão aproveite as melhores ondas do momento”, brinca o gestor da Valora Investimentos.
Por outro lado, ele reconhece que na comparação com um fundo de recebíveis, por exemplo, o multiestratégia pode embutir um risco maior dado o volume de operações ligadas à renda variável.
De qualquer forma, Vedrossi vê nesta nova classe de FII um reflexo do que pode ser o futuro do mercado de fundos imobiliários.
“Começamos com fundos monoativos e atualmente estamos na fase de carteiras com diversos ativos do mesmo segmento”, contextualiza. “Se eu pensar na indústria de fundos imobiliários 3.0, vejo carteiras muito mais diversificadas” – como ocorre hoje nos multiestratégia –, arrisca Vedrossi.
O gestor lembra ainda que, pelo regulamente, o multiestratégia pode alocar até 10% do patrimônio em ações e a carteira não pode investir em Reits – ou Real Estate Investment Trusts, espécie de fundos imobiliários nos Estados Unidos.
Fonte: https://www.infomoney.com.br/onde-investir/fiis-multiestrategia-acoes/

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