A Medida Provisória, que trata do Fundo de Investimento Imobiliário (FII), criou barreiras para a criação e o funcionamento desses fundos.
A nova regra instituída pela Medida Provisória (MP) dos fundos exclusivos subiu de 50 para 500 o número mínimo de cotistas para um FII ter isenção de IR sobre dividendos distribuídos. Além disso, a MP exige que as cotas de um FII sejam negociadas em mercado secundário organizado, ou seja, bolsa ou balcão.
Essas mudanças foram criticadas por entidades do setor imobiliário, que afirmam que elas podem dificultar o acesso a esse tipo de investimento e prejudicar o crescimento do mercado imobiliário.
Os argumentos contrários à MP são os seguintes:
- Aumentar o número mínimo de cotistas de 50 para 500 pode dificultar a criação de novos FIIs, pois tornará mais difícil encontrar investidores suficientes para a formação do fundo.
- Exigir que as cotas de um FII sejam negociadas em mercado secundário organizado pode aumentar os custos de gestão dos fundos, o que pode reduzir o retorno para os investidores.
O governo federal argumenta que as mudanças na MP são necessárias para proteger os investidores e garantir a transparência do mercado de FIIs.
No entanto, as entidades do setor imobiliário afirmam que as mudanças são desnecessárias e que podem ter o efeito contrário, prejudicando os investidores e o mercado imobiliário.
A MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Se for aprovada, as mudanças entrarão em vigor em 30 dias após a publicação da lei de conversão.
Aqui estão alguns impactos negativos que a MP pode ter sobre os FIIs:
- Redução do número de FIIs: A MP pode dificultar a criação de novos FIIs, o que pode reduzir a variedade de opções de investimento para os investidores.
- Aumento dos custos de gestão: A MP pode aumentar os custos de gestão dos FIIs, o que pode reduzir o retorno para os investidores.
- Redução da liquidez: A MP pode reduzir a liquidez dos FIIs, o que pode dificultar a venda das cotas.
É importante ressaltar que as mudanças na MP ainda não foram aprovadas pelo Congresso Nacional. No entanto, se forem aprovadas, elas podem ter um impacto significativo no mercado de FIIs no Brasil.

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